sábado

texto 19: - adeus.

O tempo desprendeu-se de suas correntes, enquanto o sol despontou silenciosamente.
E a forma mais pura daquele sentimento, perdeu-se nas correntezas invisiveis
A rosa despedaçou-se no concreto,
o vermelho no cinza.
o som da sua voz me cortando.

E aqueles olhos já não olham mais para mim

Aquele sorriso já não é mais meu
e já não sou eu mais quem está em volto naquele abraço
e o seu amor já não é mais meu.

Você se foi- e eu não pude ver você partir.

Queria uma despedida- e eu não pude me despedir.
Eu não pude dizer adeus.
Adeus.

quinta-feira

texto 18: -lost.

E então, em meio aos feixes de luzes na escuridão, eu o encontrei. Depositei meus olhos nele, enquanto eu o via direcionar os seus para mim. Senti algo queimar. E me prendia; evitando que eu encontrasse forças para rejeita-lo. Havia alicerces, estranhos alicerces que sustentavam meu olhar ao dele, havia um brilho que me cegava e nada chegava a ser cortante ali. E havia um toque docil. E me encontrava perdida no tempo e no espaço. Não sei exatamente o que aconteceu, tudo rapido demais. Não lembro da primeira sensação. Era quente, confortavél. Nada era doloroso ali.
E foi só então, que eu percebi. Talvez fosse assim. Em meio a sede e fome que eu sentia, a cada passo eu estava longe dali. E eu me distanciava a uma velocidade que não podia ser parada. E eu me perdia mais no tempo e espaço. E eu visitava algum lugar que há muito não via. E eu não podia ver mais nada. E eu não podia ouvir nada. E etão, em meio as luzes claras, eu pude ver. Era só o que eu podia ver. Nada mais além disso. E seu rosto era tudo o que eu poderia ver.


E eu me perdi.









m. franco-
to someone who has gone.

quarta-feira

texto 17: -in the deepest darkness

Eu deposito o meu amor em sua alma fria,
e embora a cupula azul desliza-se por entre os frageis dedos,
crave em meu coração a sua dor dilaceradora,
deixe-me decair em seus braços,
deixe-me definhar em seus beijos,
deixe-me perder em seus sonhos,
deixe-me sufocar em seus pedaços,
deixe-me ser prenchido pela sua existência.


até desaparecer em sua essência
.



até que nós desaparecessemos para sempre dentro das profundezas da escuridão.




m. franco-

domingo

texto 16: - love(poetry).

E a alvorada caía em si
enquanto os raios de sol retrocediam-se,
enquanto lá fora, o meu amor continuava a se encolher,
enquanto lá fora, a valsa contiuava a bailar,
enquanto lá fora, a solidão continuava a permanecer,
enquanto lá fora, a minha dor continuava a verter.

E as folhas outonais deslizavam-se por entre o ar
e o vermelho sangue marcava meus olhos,
e insistia em cortar os mais doces pulsos de tal alma
e insistia em marcar os mais frageis cantos de tal alma
que nada mais poderia ser além de solitária,
e tudo que poderiam lhe permitir era ser solitária,
enquanto lá fora, o mundo desaparecia de minha existência,
enquanto lá fora, as ondas do mais negro mar me cercavam
enquanto lá fora, a minha dor continuava a verter.

E o céu azul derramava cristais brancos que reluziam ao sol,
e que me cicatrizavam quando enfim, descobri seu olhar em mim
e
o seu sorriso iluminava a escuridão embaçada,
e em meu peito a chama queimava
enquanto lá fora, o meu amor começava a despontar
enquanto lá fora, a valsa continuava a bailar,
enquanto lá fora, a solidão desaparecia,
enquanto lá fora, a minha dor diminuía.


E os primeiros raios de sol surgiam ao horizonte,
assim como a primeira petala de flor desabrochava,

assim como o amor que nascia era a corrente que nos mantinham presos,
e nada mais importava além dos braços que me recebiam todas as tardes,
porque eu nada mais podia desejar além daqueles braços tão diferentes do meu,
e a mim, nada mais cabia além de dedicar-lhe minha vida,
porque eu poderia amar a sua dor, mesmo que eu não fosse causadora dessa dor,
porque eu poderia amar o seu amor, mesmo que esse amor não fosse meu,

e ele depositava em mim o seu mais doce olhar,
e tudo o que eu poderia ver era ele,
e o meu amor lhe pertencia,
porque se não fosse para ama-lo, oh Deus, qual o sentido então, de minha existência?

sexta-feira

texto 15: -love.

Podia sentir o calor lhe aquecendo, enquanto seu corpo permanecia dormente ao toque confortavél em sua pele. A claridade da luz lhe atingiam os olhos, mesmo que estivessem fechados. Ele revirou-se e esperava que estivesse deitado em algum tecido, mas sentiu o leve roçar de grama embaixo de seu corpo, coçando. Sentiu, ainda dormente, e imperceptivelmente, uma leve brisa, um leve aroma de flor no lugar, e pode ouvir então, um silêncio. Um silêncio estranhamente sereno, aconchegante, seguro e tentador assim como o calor. Ele encolheu-se, afundando-se em tal tranquilidade que não conseguia encontrar meios de sair dali. Talvez fosse assim que quisesse permanecer, aquecido, confortavél.Sem feridas expostas no peito, sem buracos negros o sugando. Apenas em paz. E se fosse um sonho, então ele não queria partir daquele sonho.
'Porquê voce está falando sozinho?'
E então, sentiu o vento soprar, sentiu o perfume de rosas alcançando-o. Sentiu um roçar de pontas de cabelo em seu rosto.E pouco a pouco, um nervosismo desconhecido percorreu em tremores por seu corpo.E ouvia a voz perfuradora dilacerando o seu sonho como uma lamina afiada.
Ele abriu os olhos, como uma ação instintiva ao som daquela voz. Ele congelou.
'O que você disse?'
'Porquê você está falando sozinho? Você não mudou nada.Como você é bobo.'
E então, ele a viu. Ela estava lá. Em seu sonho. Sentada encostada em um tronco de árvore, o rosto de perfil, o vento balançando seus cabelos negros como a noite a frente de seu rosto, apoiado em uma das mãos e mesmo assim ele pode reconhe-lo. Sempre iria reconhecê-la. Suspirou, e encolheu-se. E sentiu, dentro de si, algo queimar silenciosamente. Ela estava ali, afinal.
'Arisa...Arisa.'
'Sim?'
'Arisa... Por onde você andou? Eu estive te procurando por todo este tempo...'
'Do que você esta falando? Eu sempre estive aqui.'
'Mas eu não te vi...'
'Ei... Você está bem? Parece que está delirando... Não está falando nada com nada.'
'Eu estou bem. É só...'
'Só?'
Ele olhou em seus olhos por um breve momento. E não havia indicios de sua partida, não havia marcas expondo a escuridão cominate que sofrera com a sua partida. Talvez ela estivesse certa, estaria delirando. Seus olhos olhavam como sempre o olharam, sem rodeios ou desvios. Os olhos esmeralda mar brilhavam com a luz do sol, e eram tão limpidos quanto o mar, tão claro que podia senti-lo dentro de si.
'Nada. Nada.'
Ele ajeitou-se melhor no gramado, apoiando-se nos joelhos dobrados dela, enquanto ela brincava com uma das mechas de seu cabelos. O contraste loiro dourado em sua pele de mármore era como uma cascata de água ao sol. Ela deu um breve sorriso.
'Você cortou o cabelo.'
'Ah,sim. É que chegava a ser incomodo ter aquela aparência.'
'Ha, para mim, nunca foi.'

Ele sorriu.

E então, o sol se punha ao horizonte, colorindo o céu. E não havia nada mais além dele e dela ali. Não havia nada mais do que o som aveludado de suas vozes em pequenas conversas, não havia nada mais do que o contato carinhoso entre eles, não havia nada mais do que o silêncio agradavél que compartilham como costumavam compartilhar, não havia nada mais no mundo que importasse do que ele e ela. E ele, sentia-se curado, sentia o sangramento causado pela falta dela estancado. E ela, sentia-se bem, como se nunca tivesse existido feridas par a serem cicatrizadas dentro de si. E pudia ver em seus olhos, todo o seu amor voltado para ele, mesmo que fosse o incosciente dela lhe dizendo, mesmo que ela negasse, mesmo que ela não lhe revelasse. E ela pudia ver, dentro dos olhos dele, todo o seu coração. E era assim que deveriam permanecer.
Ele deitou-se na grama, outra vez, fechando os olhos levemente. Ela ajoelhou-se ao seu lado, e depositou um beijo em sua testa; um toque suave de labios gelados na pele quente. Seu perfume o hipnotizava, mais uma vez. Seu toque o entorpecia, outra vez. Seu calor aconchegante o deixava dormente.
Um beijo. Um unico beijo. Um simples e solitario toque. Longo demais. Profundo demais. E estranhamente, sentiu as feridas se abrirem, lentamente. E então, ritmado a escuridão habitava o seu sonho, abafando e levando toda a paz que existia em seu sonho. Tudo parecia mais real agora.O fim.
'Aonde você está indo? '
'Eu não vou a nenhum lugar.'
Ouviu a voz dela abafada, ao longe.
'Você está. Espere, não vá!'
'Eu não vou a nenhum lugar.'
Ela repetiu, mas ele pode sentir. O beijo dizendo adeus. Ela estava partindo. E ele caía, de volta a dor que sentia.
'Não!Não vá! Não vá!'
Mas ela já não estava mais ali, e ele já não era mais capaz de alcança-la.

-

Eu acordei, abri os olhos lentamente.Eu estava em casa, seguro. Olhei para os lados, e ao meu lado da cama, era Leah que estava lá. Respirando calmo e lento. Sorri.
'Que saudades. Há quanto tempo eu não sonhava com Arisa...Onde você está? O que esta pensando?'
Fechei os olhos, outra vez. O vento soprou leve, com uma furia docil. Não tinha certeza se iria reencontra-la, mas talvez fosse em meus sonhos que poderia vê-la, uma ultima vez. Ou todas as vezes que desejasse.


-

m.franco -

segunda-feira

texto 14: - sem importância.

Tão pequeno. tão minusculo.
tão simples. tão ilusorio.
tão impulsivo. tão quente.tão frio.
tão velho. tão desbotado.

tão cheio de amor. tão triste.
tão doloroso.tão feliz.

tão insignificante.
tão sem importância.

meu amor se tornou sem importância.



-

m. franco-





quarta-feira

texto 13: -hole.

It's like a big hole had been punched in my chest; big and empty. i can't feel with him open up on my chest, increasing night after night.Consuming every thing that is inside me- all my love.
I can't control it. i can't take it anymore.
Every day the sun disapears on the horizon, taking me away from him. And without the sun moving in my sky is something that i can't stand. And without the heat of the sun to warm me i am cold.

No matter how much i love him. It's time to go.




m. franco-

sexta-feira

texto 12: - para todo o sempre e sempre empre empre.

'No final, era você quem ela sempre escolheria.', ele disse. A voz abatida, seca, confirmando o obvio.Sentou-se na cadeira, de maneira suave,como se portasse toda a sabedoria do mundo dentro de si. Como se fosse o mais velho de todos os anciões. E naquele momento, ele era mesmo. Pelo menos para ele, parecia ser um.Porque ele precisasse que fosse um.Senão, como iria entender?O homem loiro sentado, fez um breve sinal com a cabeça, convidando o outro a sentar. Ele sentou, delicado, desabando pouco á pouco na poltrona. Escorregado sua dor e fragilidade por entre os ossos de seu corpo, acomodando nas formas da poltrana. Se não fosse a poltrona, seria o chão. E do chão ficaria.Seu silêncio era quieto demais, atormentado demais. Então, finalmente, descobrira uma das verdades que dentro dele já sabia, totalmente inconsciente. Era um perfeito soco no estomago e ele sabia que era verdade. Só agora entedera.
'Então porque?Porque. Ela. Me deixou?', sua voz era fraca demais, suave demais, baixa
demais. Quase como um sussurro inutil tentanto quebrar o silêncio pesado.O sábio loiro respondeu, gentil, embora cansado.
'Porque ela te amou.'
'O que?', agora o soco era um tiro no estomago. Provavelmente, uma 9 milímetros.
'Ela sempre te amou. Ela não tem tempo para você agora. Foi por isso que ela partiu.'
Agora eram dois tiros. Um no estomago e um certeiro em seu coração.
'E ela sempre te amou.'O sábio levantou, suspirando. Pegou suas coisas, direcionou-se a porta. Uma leve irritação se formava em espasmo no seu rosto, e antes de partir, direcinou-se a ele. 'Talvez voce entenda agora.Mas isso não importa.', permaneceu em silencio por um minusculo momento.'Porque é você quem ela só ve.' E partiu.Ele permaneceu ali. Sangrando aos poucos. Não podia se mexer. Não sabia o que fazer. Mas não havia nada o que fazer. Iria sangrar aos poucos até estancar. Ele teria que esperar. Viver. Sua vida. Seu tempo. Seu amor iria acalmar, e sua dor também. Um dia estaria bem. E um dia ela voltaria. Agora havia entendido. Fazia parte dela. Um dia o vento sopraria e ela voltaria. Por que no final, era ele quem ela sempre escolheria. Para todo o sempre.















m. franco-

texto 11: .

hunt your angry and shot the moon.