quinta-feira

texto 18: -lost.

E então, em meio aos feixes de luzes na escuridão, eu o encontrei. Depositei meus olhos nele, enquanto eu o via direcionar os seus para mim. Senti algo queimar. E me prendia; evitando que eu encontrasse forças para rejeita-lo. Havia alicerces, estranhos alicerces que sustentavam meu olhar ao dele, havia um brilho que me cegava e nada chegava a ser cortante ali. E havia um toque docil. E me encontrava perdida no tempo e no espaço. Não sei exatamente o que aconteceu, tudo rapido demais. Não lembro da primeira sensação. Era quente, confortavél. Nada era doloroso ali.
E foi só então, que eu percebi. Talvez fosse assim. Em meio a sede e fome que eu sentia, a cada passo eu estava longe dali. E eu me distanciava a uma velocidade que não podia ser parada. E eu me perdia mais no tempo e espaço. E eu visitava algum lugar que há muito não via. E eu não podia ver mais nada. E eu não podia ouvir nada. E etão, em meio as luzes claras, eu pude ver. Era só o que eu podia ver. Nada mais além disso. E seu rosto era tudo o que eu poderia ver.


E eu me perdi.









m. franco-
to someone who has gone.

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