Assombra-me a alma e o corpo,
ata-me o coração cravado na estaca,
assombra-me o desespero da solidão que teu espirito parta,
mas jamais, oh amor, jamais deixai que o seu amor leve-se ao vento!
Porque se eu te encontrei não foi ao acaso,
e se as lágrimas que vieram não caíram,
e se a vontade de derramar-me em pranto ascende ao seu beijo,
jamais diga adeus á mim, porque eu te amo,
e não é ligeiro nem vazio,
porque é fogo e gelo,
é terra e vento,
é universo e finito,
é céu e inferno.
Mas é amor e dor, e queima, e arde.
E morre e nasce, mas ainda assim é amor.
E jamais, oh amor, jamais esqueça que te amo, sempre, infinito e sem razão.